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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Como ensinar nos dias de hoje?

Creio que quando falo de minhas dificuldades dentro da sala de aula para cativar a atenção  dos alunos não falo só de "minhas dificuldades" mas acredito que isso acontece com muitos de meus companheiros. Então, diante desta problemática, o que fazer? Como diversificar?
Meu pai tinha um livro muito interessante - Maravilhas da Matemática de Lancelot Hogben, eu li este livro quando garoto e me prendia muito a atenção, eu navegava nos pensamentos... os assuntos eram bem diversificados e iam de um lugar para outro da história, falando da influência da matemática em todo conhecimento humano.
Estou postando um link interessante!! Sempre recorro a sites deste tipo quando quero inovar um pouco minhas aulas, acredito que será interessante se compartilharmos conhecimentos como estes com nossos alunos." http://www.magiadamatematica.com/diversoscuriosidades.html "
Vejam também este link.... Muito interessante... 

http://www.youtube.com/watch?v=6NLgrZ8Vlos


Sucesso pessoal

Rubens


Apresentação

 

Este blog foi criado como parte integrante do curso "Melhor Gestão,Melhor Ensino"- formação dos professores de matemática-1ª edição-2013 da SEE, e tem como objetivo a integração entre professores e o uso de novas tecnologias no contexto escolar. 

A vida atual nos traz mudanças radicais em nossos hábitos e conceitos.A modernização é quase que imediata,contudo,a boa e velha leitura de textos,livros,revistas e gibis nos leva à tempos longínquos de pais,avós, tios,professores fazendo pequenas 
leituras,contando casos e dando um sentido todo especial à nossa vida.
   
Cada pessoa tem o seu contato com a leitura, de forma prazerosa ou não, mas todos nós nos deixamos levar a uma bela história que ficará cravada em nossa mente para o resto de nossa vida. A leitura faz parte da formação de um ser,é uma essência necessária que nos ajuda a crescer.
  
Os anos passam,mas o ler,escrever e reescrever nunca "caem de moda",pelo contrário se modernizam e viabilizam-se mais rápido pelos meios de comunicação.

Nossos alunos atualmente não possuem o habito da leitura, só escrevem através de teclados, não possuem um vocabulário extenso e muitas vezes utilizam de abreviações de palavras que nem existem realmente.

É bem comum hoje em dia não nos preocuparmos com acentuação quando digitamos, pois existem corretores ortográficos que fazem a correção automática, muitos de nossos alunos tem preguiça de escrever ou redigir textos devido a todas essas facilidades, a tecnologia é usada o tempo todo de forma errada por eles, o que deveria ajudá-los esta prejudicando, e esses indivíduos irão crescer sem saber ler e escrever corretamente, pois possuem máquinas que fazem isso por eles.


Nós como professores devemos incentivar nossos alunos a crescerem como cidadãos inteligentes, criativos, honestos, cultos e preparados para enfrentarem qualquer tipo de situação oferecida por nossa sociedade.




Um pouco sobre nós

Professora Nayda Stabile Affonso

Sou professora de matemática na rede pública do estado de São Paulo há 14 anos, sou de São Paulo mas estou morando em Sorocaba com minha filha há algum tempo.

Adoro meu trabalho, através dele conheci muitas pessoas e espero ter afetado a todas elas de alguma forma positiva.

Procuro mostrar aos meus alunos que a matemática é fascinante e que esta presente dentro de muitos contextos de nossas vidas, inclusive em poemas e músicas, como essa que adoro:



Aula De Matemática

Tom Jobim

Pra que dividir sem raciocinar
Na vida é sempre bom multiplicar
E por A mais B
Eu quero demonstrar
Que gosto imensamente de você
Por uma fração infinitesimal,
Você criou um caso de cálculo integral
E para resolver este problema
Eu tenho um teorema banal
Quando dois meios se encontram desaparece a fração
E se achamos a unidade
Está resolvida a questão
Prá finalizar, vamos recordar
Que menos por menos dá mais amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto os corações a se integrar?
Se infinitamente, incomensuravelmente,
Eu estou perdidamente apaixonado por você.




Professora Priscila Macedo Amaral


Faz menos de um ano que iniciei minha carreira como professora, e sinto que fiz a escolha certa, pois sou apaixonada em transmitir todo o conhecimento que venho adquirindo. 

Nas horas vagas, gosto de estar com a minha família e amigos, também gosto de assistir filmes e ler livro para passar o tempo.


Professora Regiane Soares Anhaia de Souza

Trabalho há 14 anos na rede estadual,e estou trabalhando há 4 anos na escola "E. E. 

Rosemary M.M.Pereira",gosto muito do que faço.

Sou casada, tenho um filho maravilhoso,gosto de  viajar  e estar com minha família.


"A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor"

Joseph Addison


Professora Regina Maria Gonçalves


Sou professora da rede pública desde 1984,tenho 49 anos de idade,sou alegre,extrovertida,gosto dever filmes,ir ao teatro,conhecer lugares e pessoas diferentes,adoro uma boa música.


Professora Rosemi Aparecida Costa Oliveira


Tenho 46 anos, sou casada, e tenho uma filha de 19, sou professora há 24 anos, trabalho na Escola Estadual Beathris Caixeiro Del Cistia há 18 anos.
Geometria Espacial - Canção Excêntrica

Ando a procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
projeto-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre meu passo,
e já distância perdida.
 Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
-saudosa do que não faço,
-do que faço, arrependida.

Cecília Meireles (1901-1964)
poetisa brasileira

Professor Rubens Gasparotto


Olá, Moro atualmente em Sorocaba SP, sou músico, um amante de orquídeas e peixes ornamentais aos quais dedico parte de minhas horas vagas, atuo como professor desde 2008, até 2008 e desde 1985 fui bancário, sou Formado pela antiga Scelisul em Registro SP, tenho pós graduação e mestrado em Matemática pela UNICAMP. Apesar de ter uma remuneração, como professor, menor que 1/3 da profissão anterior, amo o que faço e pra mim é uma satisfação enorme estar com vocês.


Professora Silvana Vieira



Atuo na área da educação desde 2000, em instituições de ensino públicas e privadas e também trabalho como bióloga. Sou extremamente apaixonada pelo que faço e me sinto lisonjeada em trabalhar em sincronia com duas modalidades: educação e saúde, tão essenciais para o ser humano e para a vida. Dinamismo, alegria, discernimento são palavras que procuro tê-las e compartilhá-las, seja com a família, com os alunos, com os amigos para que acima de tudo possa  sempre estar de bem com a vida. Portanto, deixarei uma poesia bem legal da "nossa" Matemática:

                                   POESIA DA MATEMÁTICA

  Por uma vez eu amei de verdade,
  O amor me envolveu, multiplicando felicidades.
  Adicionou a minha vida mais tranquilidade;
  Amor radical, louco, sem maldades.
 Subtraí todos os momentos tristes,
 Tornei-me "cem por cento" apaixonado.
 Por dezenas de vezes sofri,
 Tentando resolver a equação dos enamorados!

 Mas este sentimento não é problema,
 Pois é amor que com tempo torne-se triplicado! 
 Fazendo que meus receios sejam fracionados!

 Por mil vezes ou mais estou a sorrir;
 Meu destino se tornou outro numeral;
 Onde só há números exatos, inteiros, nenhum decimal!

 www.recantodasletras.com.br

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Algumas Sugestões de Leitura









 










Nossos depoimentos: Experiências com a leitura e a escrita.


Professora Regiane S. A. de Souza.

Quando tinha seis anos ganhei uma cartilha de presente do meu pai era a cartilha Sodré  e através dela iniciou a minha alfabetização e o contato com a leitura. Nessa época, meu pai trabalhava de vendedor e ficava uns dias fora de casa e sempre antes de sair para cada viagem ele determinava quais as tarefas que eu deveria fazer e qual texto deveria aprender a ler. Quando voltava das viagens eu percebia em seu sorriso a satisfação de me ver aprendendo novas palavras e,às vezes, eu ficava brava porque queria brincar o tempo todo, mas  no ano seguinte, que entendi o valor das suas cobranças, porque entrei alfabetizada no 1º ano.
O cruzeirinho, era bem interessante e eu também sempre lia e gostava de fazer as palavras cruzadas e jogos dos sete erros, quando era a Selma que fazia os desenhos eu achava linda as ilustrações e tentava imitá-la. É um suplemento informativo e muitas escolas usavam para realizar as pesquisa ,pois naquela época era muito difícil o acesso a internet e a biblioteca era longe de casa.


Quando eu estava na a 7ª série , toda sexta-feira tinha o culto a bandeira e cada semana uma classe apresentava uma poesia ou um jogral, era muito bom e me sentia importante participando daquele momento, mas confesso que sentia um frio na barriga em cada apresentação .

No Ensino médio tive uma excelente professora, Maria Luíza de Português, que quando realizava a leitura usava a entonação da voz representando o barulho dos ventos, das águas etc. era gostoso de ouvir sua leitura, pois ela proporcionava uma viagem linda pelos livros.










"Só aprendemos nos divertindo. A arte de ensinar não é outra senão a arte de despertar a curiosidade das almas jovens para depois satisfazê-la: e a curiosidade é viva apenas nas almas felizes. O conhecimento que se faz entrar na mente pela força sufoca-a. Para digerir o saber é necessário que ele seja devorado com apetite".
 (Anatole France, escritor francês).



Professora Nayda Stabile Affonso.


Pensando muito sobre meu primeiro contato com a leitura, notei minha mãe, Dona Nádia Stabile, foi parte importante dessa fase de minha vida, professora de português, pedagoga, ela sempre incentivou a leitura em casa, e me lembro MUITO bem como ocorreu esse primeiro contato "Gibis"da turma da Mônica, chegavam toda semana pelo correio e eu os devorava.
Já o contato com a literatura se deu de maneira bem menos interessante, eu estudava em colégio católico em São Paulo, e nós tínhamos a OBRIGAÇÃO de ler alguns livros por ano, e como nós sabemos, tudo que é obrigado não é muito legal, li muito na fase da escola, porém nada com prazer e isso preocupava minha mãe, que sempre incentivou a leitura e via que eu estava deixando de gostar de ler.

Foi quando me deparei em casa com um livro que minha mãe estava lendo O Xângo de Baker Street, de Jô Soares, dei uma olhada e li a orelha do livro, de repente eu estava deitada no sofá rindo muito e devorando o livro, essa com certeza foi minha primeira experiência POSITIVA com a leitura, a partir daí me tornei uma devoradora de livros, frequentadora assídua de livrarias e bibliotecas.

Hoje em minha casa tenho minha filha de 8 anos, que todas as vezes que vai ao shopping a primeira loja em que entra é a livraria e lê um livro por semana. 
Livros são ótimos amigos e companheiros, não importa o assunto, acho que para cada determinado momento de nossas vidas se pensarmos bem existe um livro que nos acompanhou.

Na faculdade aprendi a ler literatura matemática e amei, tenho as biografias de Einstein, Newton, entre outros, guardados em minha memória e na estante de casa também.

Atualmente descobri uma coleção, Aventuras Matemáticas de David Glover, estou lendo Mansão dos Labirintos é  muito interessante, é uma leitura leve, onde dentro da história existem enigmas que você tem que resolver para continuar a leitura, é sensacional. Estou encantada, apaixonada e dividindo com todo mundo essas informações, e tentando de maneira incansável arrumar alguns exemplares para a biblioteca da minha escola, para finalmente dividir isso também com meus alunos. 





Professora Regina Maria Gonçalves.


Minha experiência vem da infância lendo gibis e revistas.No antigo ginásio e colégio eramos obrigados a ler de dois a três livros anualmente (sei que foi pouco), mas despertou o meu interesse pela leitura.

Hoje leio pelo menos quatro livros anualmente (ficção,aventura,suspense),
a leitura de paradidáticos os faço ao elaborar aulas,sem deixar de lado as noticias de jornais e revistas.


Professora Silvana Vieira


Um dos meus primeiros envolvimentos com a leitura e a escrita, foi assim que aprendi as letras, adorava passear de carro e ir lendo (ou tentando) os letreiros das lojas, anúncios, placas  até chegar no local. O meu gosto pela leitura ficou cada vez maior e comecei a ler revistas em quadrinhos (toda semana tinha um exemplar novo e esperava ansiosa). 

No colégio a professora trazia alguns exemplares de livros, coleções e pedia para que lêssemos pelo menos um por mês e fizéssemos o resumo do livro, por ler vários livros no mês, fui incentivada pela professora e comecei a ler os livros que a biblioteca possuía tais como: mistérios, romances, até mesmo os didáticos. 

Hoje em dia, devido aos incentivos recebidos, a facilidade na escrita e leitura é bem maior, bem como, o entendimento e significado das palavras, tão importantes em tudo e para todos. 

Uma biblioteca, sempre nos passa algo de fascinante, parece um lugar mágico, principalmente quando ainda se é criança e tem a vida inteira pela frente. 
Comentando com os colegas, com relação aos professores de Matemática, sempre tive ótimos professores, que incentivavam e que talvez  também foi um dos fatores que me direcionou para a sala de aula, estimulando ainda mais o gosto pela Matemática. Hoje em dia também trabalho como bióloga, utilizo muitos cálculos ( onde um paciente estará saudável se os números dos exames dele estiverem dentro dos padrões de normalidade, sendo a Matemática essencial). Portanto, sou grata pelos incentivos recebidos, que muito contribuiram para este processo de aprendizagem. 


Professora Priscila Macedo Amaral

Infelizmente minha descoberta pela leitura se deu um pouco tarde, na época do vestibular, onde há as obras de literatura são obrigatórias, onde meu primeiro livro foi A Cidade e a Serra. A partir daí me tornei uma apaixona por livros, principalmente aqueles que nos fazem viajar por mundos desconhecidos, e que nos deixam sonhando acordada.

Professor Rubens Gaparotto

Meu exemplo de leitura sempre foi meu pai... homem muito culto, me lembro muito dele sempre lendo e além de ler os livros e fazia comentários de rodapé. lembro-me também de sua biblioteca, era imensa.

Meu pai era professor na mesma escola onde eu estudava e me orgulhava em dizer que a Biblioteca do meu pai era muito maior do que a da escola (e realmente era).
A sala da minha casa onde ficavam as estantes tinha cerca de 40 m2 e uma escadinha pra gente pegar os livros nas prateleiras mais altas, lá estavam os livros dos quais meu pai tinha mais zelo e aquilo me aguçava a curiosidade...eu vivia caindo daquela escadinha, (me lembro com alegria destas "artes" que eu fazia), mas meu pai nunca se importou, isso não me isentava de muitas recomendações de cuidado com seus livros.

Dos livros que eu li na minha infância os que marcaram minha vida foram os de Júlio Verne, (eu sempre fui um apaixonado por ciência) e livros como, "Volta ao mundo em 80 dias", "Vinte mil Léguas Submarinas","Viagem ao Centro da Terra", preenchiam meus dias, jogava basquete muito bem, mas meus amigos foram crescendo e eu quase um anão, perto deles, abandonei o basquete e aproveitava meu tempo para ler e resolver problemas de matemática que encontrava na biblioteca do meu pai. Matemática não era seu forte, mas seu encanto sem dúvida por que aquela biblioteca era recheada de livros de matemática.

Professora Rosemi Aparecida Costa Oliveira

A escrita entrou na minha vida na infância antes de ser matriculada em uma escola, minha curiosidade e vontade de saber ler e escrever era tanta, que atrapalhava minha mãe nos serviços domésticos, eu ficava pedindo para que ela me ensinasse.
 
O Jornal Cruzeirinho suplemento do Jornal  Cruzeiro do Sul, foi minha primeira experiência com a leitura e a escrita. Ficava anciosa todos os domingos para saber as novidades, como: leitura informativa, brincadeiras, palavras cruzadas, jogo dos sete erros, desenhos para pintar, atividades com números. Aprendi a sequência de números pares e ímpares com o jornal.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Um pouco de Humor

O ensino da Matemática ao longo do tempo

Ensino de 1960
Um camponês vende um saco de batatas por 100 francos. As suas despesas de produção elevam-se a 4/5 do preço de venda. Qual é o seu lucro?
Ensino tradicional de 1970
Um camponês vende um saco de batatas por 100 francos. As suas despesas de produção elevam-se a 4/5 do preço de venda, ou seja, 80 francos. Qual é o seu lucro?
Ensino moderno de 1970
Um camponês troca um conjunto B de batatas por um conjunto M de moedas. O cardinal do conjuntoM é igual a 100 e cada elemento de M vale um franco. Desenha 100 pontos que representem os elementos do conjunto M. O conjunto C dos custos de produção compreende menos 20 pontos que o conjunto M. Representa o conjunto C como um subconjunto M e responde à seguinte pergunta: Qual é o cardinal do conjunto L? (Escreva-o a vermelho).
Ensino renovado de 1980
Um agricultor vende um saco de batatas por 100 francos. Os custos de produção elevam-se a 80 francos e o lucro é de 20 francos. Trabalho a realizar: sublinha a palavra «batatas» e discute-a com teu colega de carteira.
Ensino reformado de 1990
Um kampunes kapitalista privilijiado enriquesse injustamente em 20 francos num çaco de batatas, analiza o testo e procura os erros de kontiudo de gramatica, de ortografia, de pontuassão e em ceguida dis o que penças desta maneira de enriquesser.”
(O Expresso, 20/02/93)
Acho que esse texto diz tudo, a leitura é extremamente importante nos dias de hoje, é através dela que se constroem um vocabulário RICO e VASTO,  nossos alunos não escrevem mais, apenas batem papo pelas redes sociais, aonde usam vocabulários que não entendemos, não se preocupam com erros de português, afinal existem os corretores automáticos de ortografia, mas mesmo assim, não usam, parece que hoje em dia é bonito escrever errado, será?!
(Professora Nayda Stabile Affonso)
Agora um DESAFIO, de continuidade ao texto:
Como se denomina o ensino de 2000 ?
Será Ensino tecnológico de 2000 ?


Contando histórias nas aulas de matemática

Segundo Café (2000), os contadores de histórias são importantes “na atualidade,
pela possibilidade de, em sua atuação, mediante a linguagem corporal, expressa pelo
gesto e pela voz, restabelecer uma comunicação que traz enriquecimentos culturais, pois
mobiliza a imaginação, o sentimento, a cognição e a criatividade”.


Acredito que ao contarmos histórias aos nossos alunos possibilitamos a ele imaginar
situações não vivenciadas, relembrar momentos vividos; levamos para a sala de aula o
conhecimento da história vivida e, também, da história da humanidade.


Nas aulas de
matemática, as histórias, representam um outro olhar para o aprender Matemática com ludicidade,
envolvimento, imaginação e criatividade. Ou ainda, possibilita o conhecimento da
matemática científica e dos seus processos de produção, que se encontram tão distantes
das práticas escolares.


Por essa razão, contar histórias nas aulas de matemática requer intencionalidade,
uma busca pela melhor história, ou por uma história diferente, que faça sentido ao aluno
para que caracterize um momento único. Entendemos que esse momento possa colocar
o aluno em atividade (LEONTIEV, 1988a).


Nesse sentido, o contar/ouvir histórias é entendido como atividade, pois se
relaciona às necessidades que impulsionam os motivos, levando os alunos ao objetivo
de resolver o problema do personagem da história, colocando diferentes operações em
movimento. O contexto da história representa uma das condições concretas da atividade
que determinarão as operações vinculadas a cada ação (LIBÂNEO, 2004).


Além disso, através da leitura ampliamos o vocabulário de nossos alunos, seus conhecimentos literários, geográficos e muitas vezes conseguimos trazer a matemática, que quase sempre é tão abstrata,
para o concreto, para o dia-a-dia de nossos alunos, fazendo com que entendam as aplicações dos conteúdos de maneira mais simples.

Nos dias de hoje, onde existem tantas novas tecnologias ao alcance de todos, nós professores temos que nos esforçar para alcançarmos nossos alunos e assim afetá-los de maneira positiva, incentivando-os sempre à pesquisa, leitura e escrita.

Professora Nayda Stabile Affonso